| |
|
|
|
Kostas Gavroglu, O Passado das Ciências como História, Porto:
Porto Editora, 2007
A História das Ciências é a história de todos aqueles que se esforçaram
por investigar e compreender a estrutura e o funcionamento da natureza.
As ideias, as técnicas e as práticas que imaginaram para investigarem
a Natureza, as entidades, os princípios e as leis que descobriram,
as múltiplas instituições que criaram, as aplicações que planearam
- todas essas coisas modelaram as ciências.
Mais...
|
|

Encomendar...
|
|
Yves Gingras, Peter Keating, Camille Limoges, Do Escriba ao
Sábio. Os Detentores do Saber da Antiguidade à Revolução
Industrial, Porto: Porto Editora, 2007
Destinada não só aos estudantes mas a todos aqueles que se interessam
por História, esta é uma introdução que se propõe romper com as
histórias "verticais" fruto de uma crescente especialização, oferecendo
corajosamente uma história "horizontal" em que se esboça um quadro
de evolução das ciências, das suas origens à Revolução Industrial.
Escolhendo uma abordagem que foge à rigidez disciplinar, que só
se instalou no domínio das ciências a partir do século XIX, articula
o seu discurso em torno das noções de "modos de apreensão da Natureza"
e de "detentores do saber".
Os autores optam por uma reconstrução dos grandes paradigmas que
determinaram os quadros de interpretação e de transformação da natureza
na história do mundo ocidental, desde as características algorítmicas
dos saberes egípcio e babilónio e o saber axiomático, geométrico
e dedutivo dos gregos até à concepção analítica que se instala na
sequência da Revolução Científica. E focam a sua atenção nos actores
que produziram, conservaram e propagaram o saber, analisando detalhadamente
as suas origens na organização social e nas instituições do seu
tempo, os seus métodos de trabalho, tanto intelectuais como materiais,
e a natureza e objectivos das actividades em que se empenharam.
Ainda que esteja atenta às formas institucionais, esta obra não
se reduz à história "externalista" das ciências, na medida em que
se interessa também por descrever as transformações conceptuais
ocorridas ao longo da história.
|
|

Encomendar...
|
|
Ana Simões, Maria Paula Diogo, Ana Carneiro, Cidadão do Mundo.
Uma biografia científica do Abade Correia da Serra, Porto: Porto
Editora, 2006
A compreensão da figura de Correia da Serra impõe o estudo das
suas convicções e contribuições científicas, normalmente votadas
ao esquecimento, na medida em que é nelas que se articulam todos
os outros aspectos da sua vida e obra. A originalidade das investigações
que desenvolveu no âmbito da história natural e, especialmente,
no domínio da botânica, colocam-no na senda de ideias que operaram
a transição do paradigma da história natural setecentista para o
da biologia do século XIX. A par disso, teve um papel activo na
definição de uma rede internacional de naturalistas cuja relevância
fez dele uma figura central nos circuitos de construção e de comunicação
do saber científico.
Mais...
|
|

|
|
M. Biagioli, Galileu cortesão. A prática da ciência
na cultura do Absolutismo, Porto: Porto Editora, 2005
Esta visão provocatória da obra de Galileu insere-se nas correntes
da história cultural e social das ciências. Na corte dos Medici
e junto do Vaticano, Galileu foi adaptando a sua carreira e a sua
ciência às exigências da vida da corte e às regras impostas por
um mecenato que detinha não só riqueza como poder e prestígio. As
questões científicas que Galileu estudou, os métodos que explorou
e as conclusões a que foi conduzido não devem, segundo Mario Biagioli,
ser dissociadas do papel que Galileu escolheu desempenhar no seio
de uma corte aristocrática setecencista.
|
|

|
|
J. Hedley Brooke, Ciência e religião. Algumas perspectivas históricas,
Porto: Porto Editora, 2005
Neste livro John Hedley Brooke introduz o leitor a uma das áreas
mais fascinantes e dinâmicas da história das ciências contemporânea
- a análise histórica das relações entre desenvolvimento científico
e crenças religiosas. Mostrando ao leitor quão redutoras são as
teses que resumem essa questão quer à ideia de conflito quer à tese
oposta da harmonia entre ciência e religião, Brooke articula um
discurso que evidencia a subtileza, complexidade e variedade dessa
interacção ao longo dos tempos.
|
|

|
|
Allen G. Debus, O Homem e a Natureza no Renascimento,
Porto: Porto Editora, 2004
Esta obra debruça-se sobre o renascimento científico, uma etapa
do Renascimento situada entre meados do século XV e meados do século
XVII. Acompanha as implicações do humanismo na medicina e nas outras
ciências assim como os termos da procura de novas metodologias para
a ciência e do diálogo entre proponentes de uma visão místico-oculta
do mundo e os que sondaram os caminhos da matematização e da observação
da natureza. Não desprezando os desenvolvimentos mais conhecidos
do domínio da física do movimento e da astronomia, esta obra reserva
um lugar especial ao impacto da alquimia e da química no desenvolvimento
da ciência e da medicina modernas.
|
|

|
|
Thomas L. Hankins, Ciência e Iluminismo, Porto:
Porto Editora, 2004
Escrito por uma das maiores autoridades sobre ciência setecentista,
este livro oferece um relato centrado nos principais acontecimentos
associados ao desenvolvimento das ciências do século XVIII e às
suas principais ideias, abarcando tanto as ciências físicas como
as ciências da vida. Enquadra a ciência setecentista no contexto
cultural iluminista, dando um especial destaque ao iluminismo dos
enciclopedistas franceses, e revelando os contornos da influência
das ideias científicas no pensamento da época.
|
|

|
|
Edward Grant, Os Fundamentos da Ciência Moderna
na Idade Média, Porto: Porto Editora, 2003
Esta obra reflecte o interesse crescente que a história das ciências
tem tido pelas contribuições científicas da Idade Média. Escrita
por uma das maiores autoridades no assunto, nela se defende a tese
de que os alicerces da ciência moderna foram estabelecidos nos mundos
antigo e medieval, muito antes da revolução científica dos séculos
XVI e XVII. Longe de poder ser vista como uma época das trevas,
a Europa medieval preparou o caminho para as novas ciências do século
XVII através das traduções de livros sobre ciência; da criação de
uma nova instituição - a universidade; das adaptações da cristandade
ao ensino secular; e, finalmente, da apropriação da filosofia natural
aristotélica.
|
|

|
|
George Basalla, A Evolução da Tecnologia, Porto:
Porto Editora, 2003
Neste livro apresenta-se uma teoria evolutiva da mudança tecnológica,
ancorada nas noções de diversidade dos artefactos construídos pela
humanidade, da necessidade como veículo motor da sua construção
e, finalmente, na noção de evolução tecnológica que, baseada na
analogia orgânica, explica tanto a emergência de novos artefactos
como a sua selecção pela sociedade e incorporação na cultura material.
"... é um exercício de analogia muito interessante,
recheada de conteúdo. (...) um autêntico manancial de informação,
útil para os estudiosos de vários campos das ciências..." in Jornal
de Letras
|
|

|
|
Richard S. Westfall, A Construção da Ciência Moderna.
Mecanismos e Mecânica, Porto: Porto Editora, 2003
Este livro debruça-se sobre a revolução científica e é escrito
por um dos especialistas do período e um dos grandes biógrafos de
Newton. Opta por um relato centrado na história das ideias face
às questões sociológicas e ao surgimento de novas instituições científicas,
na medida em que considera o desenvolvimento das ideias como o fulcro
da construção da ciência moderna. Considera que dois temas centrais,
por vezes em conflito, dominaram a revolução científica do século
XVII. Foram eles a tradição pitagórico-platónica e a filosofia mecanicista.
A primeira, para a qual a arquitectura do cosmos assentava em princípios
de ordem matemática, ambicionava descrever a natureza em termos
matemáticos. A segunda, que associava a natureza a uma mecanismo
gigantesco, ambicionava procurar os mecanismos causais responsáveis
pelos fenómenos observados.
|
|

|
|
Helge Kragh, Introdução à Historiografia da Ciência,
Porto: Porto Editora, 2003
Como revela Kragh no prefácio que ofereceu à edição portuguesa,
o seu propósito ao escrever este livro foi instruir-se a si próprio
e ao estudioso da história das ciências. Tendo inicialmente em mente
aqueles que, como ele, têm formação científica e detêm conhecimentos
superficiais nas áreas da história e da filosofia, acredita que
o livro pode ser útil também ao estudante de humanidades. Assim,
introduz o leitor às questões historiográficas aplicadas à história
das ciências, pondo a ênfase em tópicos fulcrais para a análise
do desenvolvimento do pensamento e práticas científicas e recorrendo
amiúde a exemplos ilustrativos retirados de diferentes disciplinas
e períodos históricos.
|
|

|
|